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O QUE ESTÁ ACONTECENDO? |
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CONTATO: orion@sapico.christiangump.net
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Palitício, vendendo na Banca de Artesanato do Sapicó, na principal praça de Oriona, fica a contar, como de costume, toda a história do objeto. - Imagine o sr. que o material para a confecção desta estatueta foi trazido da Índia, e para conseguí-lo, blá, blá, blá... Nisto chega Sapicó, trazendo mais mercadoria. Rita, a cabritinha, ajuda-o, levando uma bolsa a tiracolo. - Oi, Palitício. Tudo bem por aqui? - Oi, Sapicó. Estamos vendendo bastante. - Que bom. Estou trazendo mais. Me ajude aqui, Ritinha. Sapicó vai colocando as coisas em ordem. Rita fica amolando, pois quer uma bijuteria. - Você já tem as suas... - Ah, eu quero!... - Não. Ela amola, amola e amola. Finalmente, Sapicó se cansa, e cede: - Está bem, escolha uma que lhe agrade. Nisto, ele escuta fracamente o som de trombeta, e sai correndo. Palitício olha para Rita e a vê coberta de penduricalhos de alto a baixo...
Sapicó, ao chegar ao local do encontro (ver O Visitante), depara-se com Trombetudo, que já o está aguardando: - É preciso que você leve o Diamante à dra. Ísis, e peça-lhe que tenha a máxima cautela. Após três dias, você deverá levar a pedra à Prefeitura. - Seguirei seus conselhos à risca... Mas o que aconteceu? Você parece preocupado... - Não, apenas vigilante... E você deve também informar ao Apuradinhus que a cidade já está sob domínio de uma rede oculta de espionagem. Urgente, é preciso que ele faça alguma coisa, porque nos meios oficiais não acreditarão nisto. Ao se despedir, Trombetudo enfatiza: - Lembre-se, o Ser Sem-Nome avisou que Oriona é a única esperança de salvar a Terra da degeneração total.
Embora a cidade de Oriona tenha em cada bairro, as Luzes do Saber, bibliotecas completas com Centros Criativos, agora, um grandioso projeto, inspirado por seres de Órion, através da Bilinha, a abelhinha, estava sendo construído pelo prefeito Adrian Líder. Trata-se de uma Biblioteca Central, numa localização específica, onde fluiam certas correntes energéticas, facilitando a compreensão e a criatividade. Além disso, uma das alas, circular, era a mais aguardada, a Ala das Crianças, assim chamada porque concentraria o maior acervo de gibis da Terra, além da criação de outros, inspirados, com grande incentivo à sua produção, sob diferente ótica do que atualmente se vê no mundo. Outras alas, englobando todas as artes, completavam a complexa obra, em forma de flor com pétalas circulares. Subir-se-ia ali por uma rampa curva em forma de caule. Sucede porém que, numa noite, uma furtiva mão se apossa do projeto, tira cópia e o repõe no lugar. Finalmente, chega o dia da inauguração. A cidade amanheceu em festa. Toda a população comparece, inclusive o dr. Ranzinza com Abalo, o cavalo, e Rita, a cabrita. Esta, faceiríssima, com fitinha na cabeça. A Banda Ardente, banda oficial de Oriona, formada pelos guardas da cidade, toca solenemente. No local há uma faixa, escrito: UNIÃO DOS FUNDADORES DE ORIONA (UFO). Adrian Líder é cumprimentado e elogiado. Durante o discurso de inauguração, repentinamente ocorre o desmoronamento de parte da obra, justamente a Ala das Crianças. A população grita, assustada. Os que estão filmando e fotografando tentam entender a causa do ocorrido, principalmente Apuradinhus, que conhece bem Adrian e sabe de sua competência. A festa quase se transformou em tragédia. Felizmente não houve vítimas, porque naquele exato momento, ninguém se encontrava ainda na ala atingida. Mas o ocorrido abalou a cidade. A confiança irrestrita em Adrian Líder começava a se dissipar. O pessoal do Partido dos Contra (PDC), com enorme faixa, começa a gritar: - Abaixo Adrian Líder! Babão, diretor do Jornal Data Verdade, exige que façam imediata reportagem sobre o assunto. Stélio Natário escreve imediatamente sobre o fato e a reportagem sái na edição extra do Jornal: " ADRIAN LÍDER ERRA". Por outro lado, Apuradinhus se nega a fazer uma reportagem sensacionalista, procurando antes averiguar o porquê dos fatos. Por este motivo, sua reportagem não foi publicada. Apuradinhus e Sapicó vão falar com o prefeito para verificar o que poderia ter acontecido. - Não sei o que aconteceu. Para sabotar a obra, precisar-se-ia conhecer o projeto a fundo. Apuradinhus indaga: - Não poderia ter sido roubado? - Mas o projeto está intacto...
Agora, Apuradinhus está com Lara no Restaurante. - Puxa, quase fui despedido... Não podia escrever contra Adrian Líder. Ainda tenho de descobrir o que aconteceu. Enquanto isso, Marco Média comenta na cozinha: - Nossa, você viu que horror? A obra desabou bem no momento da inauguração. Croco Dilo questiona: - O que será que está acontecendo com o nosso prefeito?
Numa taberna meio escura, vários homens e mulheres bebem e se divertem, enquanto gritam: " Abaixo Adrian Líder!" É noite. Lá fora aparece a faixa do PDC. Uma sombra se aproxima. É Feodor Cocheiro. Entra. As pessoas o recebem, aclamando: " Viva Feodor Cocheiro!" " Feodor Cocheiro no poder!" Ele está satisfeito: - Ótimo! Vejo que vocês estão animados. Mas, bebam mais, é por minha conta. Logo o poder estará em nossas mãos. A gritaria é geral: " Abaixo Adrian Lider!"
Feodor Cocheiro quer falar com Apuradinhus. - Sim, o que deseja? - Preciso falar secretamente com você. - Pois não, estamos a sós. - Bem, é o seguinte: a maioria do povo de Oriona ainda está a favor de Adrian Líder. - É claro, foi o nosso prefeito que fez esta cidade ser o que é. - Mas a cidade já não é mais a mesma... - Justamente porque surgiram pessoas que estão de todos os modos tentando prejudicar a cidade, no intento de difamar o bom nome de Adrian Líder. - Isso não é verdade. Se as pessoas votarem em mim, terão sua recompensa... - Mas que absurdo - revolta-se Apuradinhus - seria o fim de nossa cidade, se ela caísse nas mãos do PDC, desculpe-me a franqueza. - Não, não, compreendo que esteja iludido, mas eu tenho uma proposta a lhe fazer. - Proposta? - Precisamos que você faça uma reportagem comigo. Saberei convencer o povo de que o salafrário é Adrian Líder. - Como pode me pedir uma coisa dessas? - Calma, o principal vem agora: oferecemos-lhe uma ótima quantia em dinheiro, se o fizer. Dinheiro vivo... hein?... hein? - diz Feodor, piscando o olho. - Como pode pensar que eu sou como vocês? Fora daqui, antes que me aborreça e chame a polícia. - Você vai se arrepender - ameaça Feodor Cocheiro. Feodor procura Stélio Natário e faz a mesma proposta. - Não sei, o nosso prefeito é que conseguiu fazer uma cidade como esta... - Isto não importa - Feodor já está impaciente - saiba que, se concordar com o que proponho, será recompensado. - Ah!... E quanto receberei? - Seremos generosos!... - Está bem, eu topo.
Qual não foi a surpresa de Apuradinhus quando lê no Jornal uma entrevista com Feodor Cocheiro, que inventa as mais sórdidas mentiras e distorções para prejudicar Adrian Líder. " Como pode uma coisa dessas? Pois eu sei que tudo isto é uma calúnia!... Ah, mas é claro: Stélio Natário!" Indignado, Apuradinhus vai falar com Stélio: - Como ousa difamar o nosso prefeito? Nós sabemos quem é Adrian Líder. Como pode escrever uma coisa dessas? - O que é que há? Está com inveja da minha reportagem polêmica? - Você ganhou propina para publicar essas mentiras. - Não zombe da minha capacidade... E, se ganhei, foi merecido. Apuradinhus percebe que não adianta falar com o colega. Conhece-o muito bem. Decide conversar com Adrian Líder: - Prefeito, sinto muito, o Jornal Data Verdade acabou sendo o veículo de uma mentira. - Não estou preocupado comigo, tudo o que quero é trabalhar pelo bem de Oriona, mas as forças retrógradas estão se infiltrando demais e temo pela nossa cidade. - É que tive uma idéia. Publicaremos uma reportagem com o Sr., prefeito, contando toda a verdade. O povo que decida de que lado quer ficar.
Assim, o Data Verdade sai, com tiragem extra, publicando longa reportagem com Adrian Líder. No céu, surge uma luz em forma de estrela.
É noite escura e, numa rua de Oriona, Stélio Natário corre atrás de Feodor. - Quando você vai me pagar o que prometeu? - Eu? Pagar? Seja mais esperto da outra vez. |